Bom pessoal, seguindo as sábias sugestões do Alexandre Silva, eu comprei a revista Oficina Mecânica de Fevereiro de 1990, com a reportagem do pré-série do Monza 500 EF.
As melhores fotos são essas que vcs estão vendo abaixo...
Mas a revista fala com mais detalhes sobre o carro que a QR, que em 90 soltou matérias do 500 EF em 3 edições. Contavam sobre a versão, que poderia vir com mais luxo, como teto solar (que tinha no Santana EX) e regulagem de altura do banco (que já tinha na linha Kadett). Também esmiuçavam as diferenças entre a Bosch LE-Jetronic com e sem mapeamento (EZK), e a opção da GM pela mais simples (que com o tempo se mostrou a opção mais acertada, já que não dava tanto pau quanto as IEs da VW).
Mas essa edição é recheada de matérias interessantes. Uma delas, que ainda não li, é sobre um Kadett GS preparado com os recursos da época, com 260 CV e 250 Km/h de máxima (uma doideira se vc pensar em 1990, onde os carros mais top do mercado nacional não passavam dos 180 km/h).
OFF (até certo ponto) - um pouco de cultura (inútil) automobilística.
Agora, uma matéria me chamou muito a atenção, e é até certo modo de interesse de todos nós Monzeiros que preservamos nossos carros. Uma matéria exatamente sobre restauração de carros antigos. Sim... uma grande matéria, de umas 8 páginas, de restauração.
Não a li ainda, mas ali havia um dado muito interessante e que sempre tive curiosidade de saber. Quais eram os carros colecionáveis em 1990? Quanto custavam? Qual era o interesse? A partir dessa matéria, dá pra gente entender o que se passou de 90 até agora, e porque não imaginar que o mesmo acontecerá no futuro? Bom... vamos aos fatos.
Talvez muitos aqui que investem e preservam seus carros se perguntem: estou jogando dinheiro fora? Eu sempre achei que não. Restaurar um carro NÃO É INVESTIMENTO, já discuti isso anteriormente. Mas também não é jogar dinheiro no lixo. Primeiro porque é um prazer incrível. Segundo: se vc decidir vender o carro, vai recuperar em parte ou todo o dinheiro que investiu, ou seja, é um hobby de alto investimento (vc precisa injetar grana), porém, de baixo custo (sim, pq no futuro, quando vc vender o carro, recupera parte do que investiu e a conta fecha perto do zero). Essa sempre foi minha teoria. Que de um certo modo, provei na prática com o S/R 88 (investimento = valor de venda, ou seja, lucro zero, mas gasto zero, considerando-se o carro como um "projeto"). Sim, estou meio filosófico...kkkk
Se vc conseguiu superar a chatice do meu texto e chegou até aqui, vamos continuar até o fim... :smt021
Vejam abaixo o que existia de modelos interessantes de carros que estavam se tornando clássicos em fevereiro de 1990.
Os valores são da época (Cruzados Novos), corrigidos por quem vos escreve um a um pelo IPCA-FIPE e trazidos para o presente em Reais. Referiam-se a carros em bom estado de conservação, não carros perfeitos. Ou seja, o preço de carros que estavam se tornando clássicos (tinham seus vinte e poucos anos), naquele ano eles eram carros "velhos" (em 1990), como nossos Monzas (sim amigos, nossos Monzas ainda são carros a caminho de se tornarem clássicos). Também coloco preços desses modelos nos dias de hoje, pesquisados no Mercado Livre.
Percebam que os preços de carros "velhos" em 1990 (e que hoje são clássicos) são similares aos preços dos Monzas inteiros hoje em dia (10 a 15 mil).
NACIONAIS
Aero Willy Itamarati 1970 - R$ 11 mil (1990). Preços hoje: acima de 30 mil (restaurado) ou 20 mil (a restaurar).
FNM JK 67 (esse carro foi um ícone da década de 60 - eu quase comprei um logo que terminei o SR, mas não virou)
R$ 11 mil em 1990. Preço hoje: acima de 30 mil (restaurado) ou 15 mil (a restaurar)
Karmann Ghia 67/68 - R$ 15 mil (1990). Preços hoje: sucata: 5 a 7 mil. Restaurado: de 22 a 60 mil. A restaurar: 15 a 20 mil.
Dodge Charger (aaaaa...esse é legal comparar) - R$ 15 mil (1990). Preços hoje: restaurado: acima de 35 mil.
Fusca 62 a 68 - R$ 11 mil. Preços hoje (restaurados): de 9 mil a 18 mil.
IMPORTADOS
Mustang restauravel 64/65- R$ 7500 / em excelente estado R$ 68 mil. Preços hoje: R$ 55mil a R$ 115, com média puxando para os 90 mil.
CONCLUSÃO
O hobby de restaurar NÃO É INVESTIMENTO. Mas para quem é apaixonado por carro como nós, não devemos ter medo de investir nessa paixão. Não é dinheiro jogado fora, como muitas vezes eu escuto. E certamente os Monzões ultra conservados que hoje custam de 10 a 15 mil dilmas, no futuro serão vendidos pelo dobro disso ou mais, ou seja amigos, vcs não vão perder com essa paixão (desde que fiquem com o carro até ele se tornar clássico).
Boa sorte a todos e mão na massa deixar os Monzas bonitões!!!!
Abs e até o próximo update :smt023 :smt023 :smt023