Conto do "chipário" ¬¬
Enviado: 17 Mar 2008, 15:18
Pessoal, venho fazer um alerta aqui à todos referente a conversão a alcool. Pode ser que nem tudo o que eu diga aqui esteja correto... A intenção é mais alertá-los quanto ao meu caso para que outros não tenham os problemas (e gastos) que tive.
Com a popularização do àlcool combustível, porque o "alcool bebíbel" já é conhecido nosso há tempos hehehe, um "setor" ganhou muito destaque no setor automotivo: a conversão a alcool.
Como antigamente converter um carro a alcool era um processo bastante trabalhoso e bem caro, acabava sendo inviável. Afinal, pra ficar suficientemente bom, era preciso mexer com pistões, às vezes com cabeçote, carburador, enfim. Uma tremenda paulada para carros que às vezes não valiam metade do investimento. :smt017
Porém, com a chegada da injeção eletrônica, essa conversão se tornou muito mais viável, afinal, todas as diferenças mecânicas, taxa de compressão, estequimétrica do combustível e etc, poderiam ser compensados na parte eletrônica injetando-se mais ou menos combustível de acordo com a necessidade.
Eu, que não era muito adepto a esse tipo de coisa, bem na época em que a gasolina beirava os R$ 2,98 aqui em Cuiabá, contra os R$ 1,12 do alcool, resolvi entrar nessa. Procurei uma oficina com um certo reconhecimento e bati o martelo... Aí começou o meu calvário.
De início, 300tão de conversão. Beleza, paguei até feliz, sempre gostei de carro a alcool mesmo... No mesmo dia, antes de chegar em casa o carro ferveu e começou a vazar água. Liguei pro cara da oficina no dia seguinte e ele me pediu pra levar o carro de volta, até seria "camarada" o suficiente pra me indicar um "guincho baratinho pois se você vier rodando você pode perder esse motor". ¬¬ Nossa, que amigão!
Até aí beleza. Após o diagnóstico a surpresa: o sistema de refrigeração não aguentou a temperatura mais elevada com que o alcool trabalha e cedeu. Mas, isso era previsível pois o dono anterior praticamente não usava aditivo ou fazia limpeza no radiador. Mais cedo ou mais tarde a ferrugem iria comer tudo como comeu. Mesmo assim, preju de mais 800 reais. Digo, 500 e alguns quebrados porque o radiador que o pessoal queria trocar ainda teve conserto.
Depois que saiu da oficina, beleza... Fazendo entre 7 e 8 no alcool, andando até que mais ou menos, sem problemas... Quando, de uns tempos pra cá (+-8 meses depois) o rendimento começou a cair, o carro começou a ficar ruim de respostas e aquilo que já não era meia boca, ficou menos meia boca ainda.
No carro foi feito apenas uma regulagem e um remapeamento da injeção, para suprir a maior necessidade do combustível, já que a taxa é baixa pro alcool e o bico abre menos. Porém, o carro ficava meio amarrado, se pisasse muito ele falhava, enfim, o sistema não dava conta de alimentar. Sem dizer que a ventoínha começou a ficar meio estranha e mais algumas coisas que não me lembro mais.
Até que, neste mês, a situação ficou mais "aliviada" e resolvi fazer a coisa do jeito certo. Comprei um bico novo do Monza a alcool (bico branco, como o pessoal costuma chamar), um filtro novo e me preparei pra bastante diversão. Troquei o bico, que estava lastimável (depois posto fotos aqui), o filtro e funcionei o carro. A lenta ficou totalmente instável, por questões de regulagem de ponto, potênciometro de CO, essas coisas bem previsíveis. Porém... O rendimento do carro ficou outro! Nunca vi meu carro tão "avião" como estava nesse dia! Depois de tantos dias sem conseguir passar dos 3,500 giros, pisar e sentir o motorzão te empurrando contra o banco a qualquer giro foi bastante gratificante! :smt023
Inclusive, hoje levei o carro pra oficina, pra acertarem a lenta e o rendimento dele, que ficou bastante desequilibrado com essa mudança drástica na alimentação e estou esperando pra pegá-lo e ver como ficou definitivamente. ^^
Mesmo assim, fica o aviso... Se vocês pensam em converterem seus carros á alcool, optem por trocar o bico ao invés de reprogramar a central. Primeiro porque o monza é "Monoponto", ou seja, tem apenas um bico e esse unico bico não dá conta de suprir as necessidades do motor, que são muitas, já que o motor a gasolina trabalha com uma potência, digamos assim, inferior à do motor a alcool. Sendo assim, é TOTALMENTE necessário um bico que dê mais combustível ao motor, para que ele possa funcionar melhor. Só mexer na injeção pra aumentar o tempo em que o bico fica aberto não resolve o problema.
Pra ser sincero, esse esquema de remapear até funciona... O carro fica bastante econômico, porém essa receita de "mistura pobre + ponto adiantado" é um saco, qualquer sujeirinha no bico ou problema na linha de combustível (filtro sujo por ex) pode trazer uma enorme perda de potência e muita raiva na hora de andar. Sem dizer que o carro fica sem força, péssimo pra se pegar estrada...
Ou seja, se forem mexer com isso, optem pela troca do bico primeiro. Um bico não é caro, paguei 130 no meu numa loja de Belo Horizonte mas, em outros lugares, inclusive no Mercado Livre, é possível comprar o mesmo bico novo por até no máximo 200 reais... Ainda BEM mais barato que uma conversão "porca", né?
Agora, se o carro for com injeção multiponto, aí a diferença sentida no motor é bem menor, claro.
Bom, apesar da bíblia, espero que o texto tenha servido de "orientação" pro pessoal que está em dúvida na hora de fazer isso.
Sim, admito, apesar do processo "porco" de remapeamento, toda a grana que economizei com combustível até agora já pagou umas 3x o que gastei incluindo o sistema de refrigeração. Mesmo assim, se pudesse ter feito a coisa do jeito certo desde o começo, podem ter certeza que faria pois valeu a pena! :smt031
Precisando de orientações, estamos aí!
Ah... Um obrigado em especial pro amigo 500EF que me ajudou bastante nessa parte da compra e troca do bico! :smt023
Com a popularização do àlcool combustível, porque o "alcool bebíbel" já é conhecido nosso há tempos hehehe, um "setor" ganhou muito destaque no setor automotivo: a conversão a alcool.
Como antigamente converter um carro a alcool era um processo bastante trabalhoso e bem caro, acabava sendo inviável. Afinal, pra ficar suficientemente bom, era preciso mexer com pistões, às vezes com cabeçote, carburador, enfim. Uma tremenda paulada para carros que às vezes não valiam metade do investimento. :smt017
Porém, com a chegada da injeção eletrônica, essa conversão se tornou muito mais viável, afinal, todas as diferenças mecânicas, taxa de compressão, estequimétrica do combustível e etc, poderiam ser compensados na parte eletrônica injetando-se mais ou menos combustível de acordo com a necessidade.
Eu, que não era muito adepto a esse tipo de coisa, bem na época em que a gasolina beirava os R$ 2,98 aqui em Cuiabá, contra os R$ 1,12 do alcool, resolvi entrar nessa. Procurei uma oficina com um certo reconhecimento e bati o martelo... Aí começou o meu calvário.
De início, 300tão de conversão. Beleza, paguei até feliz, sempre gostei de carro a alcool mesmo... No mesmo dia, antes de chegar em casa o carro ferveu e começou a vazar água. Liguei pro cara da oficina no dia seguinte e ele me pediu pra levar o carro de volta, até seria "camarada" o suficiente pra me indicar um "guincho baratinho pois se você vier rodando você pode perder esse motor". ¬¬ Nossa, que amigão!
Até aí beleza. Após o diagnóstico a surpresa: o sistema de refrigeração não aguentou a temperatura mais elevada com que o alcool trabalha e cedeu. Mas, isso era previsível pois o dono anterior praticamente não usava aditivo ou fazia limpeza no radiador. Mais cedo ou mais tarde a ferrugem iria comer tudo como comeu. Mesmo assim, preju de mais 800 reais. Digo, 500 e alguns quebrados porque o radiador que o pessoal queria trocar ainda teve conserto.
Depois que saiu da oficina, beleza... Fazendo entre 7 e 8 no alcool, andando até que mais ou menos, sem problemas... Quando, de uns tempos pra cá (+-8 meses depois) o rendimento começou a cair, o carro começou a ficar ruim de respostas e aquilo que já não era meia boca, ficou menos meia boca ainda.
No carro foi feito apenas uma regulagem e um remapeamento da injeção, para suprir a maior necessidade do combustível, já que a taxa é baixa pro alcool e o bico abre menos. Porém, o carro ficava meio amarrado, se pisasse muito ele falhava, enfim, o sistema não dava conta de alimentar. Sem dizer que a ventoínha começou a ficar meio estranha e mais algumas coisas que não me lembro mais.
Até que, neste mês, a situação ficou mais "aliviada" e resolvi fazer a coisa do jeito certo. Comprei um bico novo do Monza a alcool (bico branco, como o pessoal costuma chamar), um filtro novo e me preparei pra bastante diversão. Troquei o bico, que estava lastimável (depois posto fotos aqui), o filtro e funcionei o carro. A lenta ficou totalmente instável, por questões de regulagem de ponto, potênciometro de CO, essas coisas bem previsíveis. Porém... O rendimento do carro ficou outro! Nunca vi meu carro tão "avião" como estava nesse dia! Depois de tantos dias sem conseguir passar dos 3,500 giros, pisar e sentir o motorzão te empurrando contra o banco a qualquer giro foi bastante gratificante! :smt023
Inclusive, hoje levei o carro pra oficina, pra acertarem a lenta e o rendimento dele, que ficou bastante desequilibrado com essa mudança drástica na alimentação e estou esperando pra pegá-lo e ver como ficou definitivamente. ^^
Mesmo assim, fica o aviso... Se vocês pensam em converterem seus carros á alcool, optem por trocar o bico ao invés de reprogramar a central. Primeiro porque o monza é "Monoponto", ou seja, tem apenas um bico e esse unico bico não dá conta de suprir as necessidades do motor, que são muitas, já que o motor a gasolina trabalha com uma potência, digamos assim, inferior à do motor a alcool. Sendo assim, é TOTALMENTE necessário um bico que dê mais combustível ao motor, para que ele possa funcionar melhor. Só mexer na injeção pra aumentar o tempo em que o bico fica aberto não resolve o problema.
Pra ser sincero, esse esquema de remapear até funciona... O carro fica bastante econômico, porém essa receita de "mistura pobre + ponto adiantado" é um saco, qualquer sujeirinha no bico ou problema na linha de combustível (filtro sujo por ex) pode trazer uma enorme perda de potência e muita raiva na hora de andar. Sem dizer que o carro fica sem força, péssimo pra se pegar estrada...
Ou seja, se forem mexer com isso, optem pela troca do bico primeiro. Um bico não é caro, paguei 130 no meu numa loja de Belo Horizonte mas, em outros lugares, inclusive no Mercado Livre, é possível comprar o mesmo bico novo por até no máximo 200 reais... Ainda BEM mais barato que uma conversão "porca", né?
Agora, se o carro for com injeção multiponto, aí a diferença sentida no motor é bem menor, claro.
Bom, apesar da bíblia, espero que o texto tenha servido de "orientação" pro pessoal que está em dúvida na hora de fazer isso.
Sim, admito, apesar do processo "porco" de remapeamento, toda a grana que economizei com combustível até agora já pagou umas 3x o que gastei incluindo o sistema de refrigeração. Mesmo assim, se pudesse ter feito a coisa do jeito certo desde o começo, podem ter certeza que faria pois valeu a pena! :smt031
Precisando de orientações, estamos aí!
Ah... Um obrigado em especial pro amigo 500EF que me ajudou bastante nessa parte da compra e troca do bico! :smt023