coletor de admissão monza gls 95 gasolina

Assuntos específicos sobre Injeção eletrônica e Carburador.
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Carlos A. Freire
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Re: coletor de admissão monza gls 95 gasolina

Mensagem não lida por Carlos A. Freire »

Reportagem Oficina Brasil:

http://www.monzaclube.com/repo/reportag ... om83.shtml

Agora, de fábrica, o carro a gás

(Edição nº 83, julho de 1993).

Andamos no primeiro carro a gás original de fábrica, feito no Brasil. Veja como funciona este motor bicombustível e com duas injeções: de álcool e de gás

Poucas mudanças externas

O motorista chega ao posto de abastecimento. O frentista pergunta: "álcool ou gasolina?" A resposta surpreenderia qualquer um: "álcool, gasolina e... gás!" Como isso é possível? Seria uma espécie de motor da Nova Era? Nada disso. Hoje, no Brasil, já é possível adquirir um carro a álcool em uma concessionária, mandar adaptá-lo lá mesmo também para o uso de gás e rodar tranquilamente pelas cidades. Assim, um carro nacional pode ser movido a álcool, usar gasolina na partida a frio e, quando interessar, utilizar gás como combustível. O preço do gás por m3 equivale a 80% do litro de álcool. A partir disso, lembrando que um Monza ou Kadett a álcool têm um consumo médio de 7,5 km/litro de álcool e, alimentados a gás, de 14,0 km/m3, chega-se à conclusão que o gás custa cerca de 43% do álcool (por km rodado) ou que a economia é de 57%. A 15 de junho, quando o litro de álcool custava Cr$ 21.200,00 e o m3 de gás Cr$ 16.840,00 rodando com o álcool cada km custaria cerca de Cr$ 2.800,00 e a gás Cr$ 1.200,00 o que confirma economia de mais de 50%.

Só GM

O carro em questão é um Chevrolet, modelos Monza e Kadett, motor a álcool de 2.000 cc, com injeção monoponto ou multiponto de álcool e injeção multiponto de gás. Além disso, existe a comutação automática gás/álcool quando o gás estiver acabando. Assim, a autonomia total do veiculó é, na prática, a soma da autonomia proporcionada normalmente pelo álcool mais a permitida pelo gás. Unica ressalva a ser feita é que o uso de carro a gás, pelo menos por enquanto, é restrito a frotistas, táxis e empresas, sendo vedado às pessoas físicas. Para adquirir um carro a gás, o interessado vai a uma concessionária credenciada GMB (atenção, não serão todas que irão oferecer esse serviço) e solicita a conversão do veículo _novo_, para uso de gás e álcool (o carro torna-se bicombustivel), Monza ou Kadett "0 km", EFI ou MPFI. Essa conversão, que custa o equivalente a US$ 2.500, é rapidamente realizada, o carro recebe um certificado especial indicando a conversão realizada e está autorizado a rodar e abastecer nos postos de gás existentes (o número de postos deverá aumentar, de forma significativa, até o fim do ano). Aí dependerá do número de quilômetros rodados para amortizar o investimento feito e, daí para a frente, começar a economizar cerca de 57% no custo do combustível.

A tecnologia

Ao estudar a conversão de um motor a álcool para usar gás natural comprimido (na prática um gás formado por cerca de 87% de metano), as preocupações principais foram três: obedecer às normas de emissões de poluentes do Proconve (funcionando com gás ou com álcool); ter uma constância total de resultados e manter desempenho e dirigibilidade dentro dos padrões normais do carro original. Somente alcançando esses três objetivos é que a GMB aceitou incluir a novidade em seus esquemas de vendas e garantia total.

A conversão de um motor de combustão interna para usar gás como combustível teve início, em caráter industrial, na Itália, no começo da década de 20, visando aproveitar jazidas de gás metano encontradas na região norte daquele país. O sistema consistia, basicamente, num redutor de pressão em forma de venturi localizado sobre o carburador. O esquema, ao longo dos anos, recebeu aperfeiçoamentos e é usado até hoje, sendo exportado para vários países entre os quais Argentina e Brasil. Existem, aliás, carros assim convertidos que estão rodando normalmente, dentro das restrições (só podem pertencer a pessoas jurídicas) existentes.

Kit da GM


O kit de conversão apresentado pela General Motors difere dos demais pela utilização de muita tecnologia e eletrônica. Para injetar o gás nos cilindros é usada uma válvula de distribuição com injetores, um para cada cilindro. Isso, porque o sistema é de injeção multiponto de gás, independente da alimentação do motor ser EFI (monoponto) ou MPFI (multiponto), para o álcool. Além disso, há uma sonda lambda no escapamento, para medir a porcentagem de emissão de CO nos gases queimados. São usados também sensores de pressão na linha de alimentação por gás e um de rotação do motor, mais um módulo eletrônico de controle. Esse módulo tem a função de integrar ao módulo eletrônico de injeção de álcool, mais um controle, que permite manter constante a relação estequiométrica (proporção da mistura ar/gás aspirada pelo motor) o que possibilita um controle rigoroso de emissão de poluentes, não alcançado, por exemplo, em um sistema de alimentação a gás por carburador. Ao mesmo tempo, a colocação dos injetores de gás bem próximo das câmaras de combustão, praticamente na base do coletor de admissão, permite reduzir a perda de potência do gás em relação ao álcool. A GMB calcula essa perda entre 5% e 10%, dependendo do motor, enquanto numa conversão para gás tradicional a perda é bem maior, de pelo menos, 20%. Em termos visuais, a instalação do kit de conversão para gás não aumenta muito a ocupação do compartimento do motor, destacando-se o redutor de pressão, a válvula solenóide na linha de alta pressão e os injetores de gás instalados no coletor de admissão, bem perto do cabeçote. Mais clara é a presença do reservatório de gás, um cilindro de aço colocado no porta-malas, junto ao encosto do banco traseiro, em toda sua largura, o que reduz um pouco a capacidade de carga.

Como anda

O motor é ligado normalmente e a luz-espia da tecla GNC (Gás Natural Combustível) _no Monza é colocada à esquerda do volante, no Kadett à direita_ pisca durante alguns segundos, indicando que o motor está funcionando com álcool (ou gasolina, na partida a frio). Em seguida, ocorre automaticamente a passagem para gás e a luz-espia permanece acesa, mas com baixa intensidade. Quando a pressão de gás estiver baixa, ou sua composição estiver alterada (o que afetaria o nível de emissôes) o sistema muda automaticamente e passa a funcionar com álcool, enquanto a luz-espia vermelha fica piscando. Isso indica que o motor não está mais usando gás: basta o motorista apertar uma tecla e a lâmpada deixa de piscar.

Válvula junto ao motor

Dada então a partida e iniciada a operação com gás, o motor atua normalmente, não sendo possível, sem a indicação da luz-espia, saber com qual combustível está funcionando. Isso só acontece ao se observar o desempenho do veículo: com gás rende um pouco menos que com álcool, isso, por exemplo, se verifica na aceleração de zero a 100 km/h, feita em 10,2 segundos usando álcool e em 14,2 segundos com gás. Da mesma forma, a retomada de velocidade é mais lenta: de 40 km a 120 km/h em quinta marcha, com álcool são necessários 21,9 segundos enquanto com o gás esse tempo aumenta para 33,2 segundos. A diferença se verifíca também na velocidade máxima, mas não na mesma proporção: com álcool consegue-se 178 km/h e com gás 169 km/h. Assim, pode-se concluir que a perda de desempenho não é tão drástica, sendo até compatível com a utilização a que o carro se destina: rodar no perímetro urbano gastando menos.

Poluição

As medições de nível de emissões com o Monza 2.0 indicaram que, tanto usando seu combustível original (o álcool) como o gás, se mantém nos limites estabelecidos pelo Proconve (Programa de Controle de Emissões Veiculares). Assim, as emissões de CO (Monóxido de Carbono) não podem superar 12 gramas/quilômetro e no Monza 2.0 testado foram de 4,75 com gás e 5,53 com álcool. As de HC (Hidrocarbonetos não queimados), cujo limite é 2,1 g/km, alcançaram 0,9 g/km com gás e 0,84 g/km com álcool. E as de NOx (óxidos de nitrogênio), limitadas a 1,4 g/km, mostraram 0,8 g/km com gás e 0,89 g/km com álcool.

Quanto custa

Um kit de conversão normal (para motor com carburador) custa no mercado cerca de US$ 1.600 enquanto o kít da GMB custa US$ 2.500, cabendo aí ao usuário calcular, em função da quilometragem anual prevista e da maior economia de gás permitida pelo kit da GMB, quando atingiria o ponto de equilíbrio. De acordo com estudos da GMB através da Flow-Box, ernpresa que desenvolveu todo o projeto de conversão a partir de um kit holandês da Koltec, o retorno do capital, para um kit convencional, ocorre em sete meses e para o kit GMB em 8,7 meses, o que permite supor que, após cerca um ano de uso, o kit GMB, graças à eletrônica, já está em vantagem do ponto de vista econômico.

Abs,

Carlos Freire
Monza GLS 96 - 2.0 EFI gasolina
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Luiz Carlos (Rio)
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Re: coletor de admissão monza gls 95 gasolina

Mensagem não lida por Luiz Carlos (Rio) »

eu só entendi nesse documentario que gnv nem de fabrica com a tecnologia que for nao vale apena, mesmo que momentaniamente venha trazer economia relativa ao uso


Eu não gosto de adaptações e nem rodo o suficiente para que o custo benefício de uma instalação de gás no carro me atraia, mas, pelo menos aqui no Rio de Janeiro, o uso do gás é primordial para quem roda muito, como taxistas, etc.
Tenho vários amigos que não conseguiriam voltar para a gasolina. O que é inviável aqui é esse tal de etanol, que sempre está caro e sobe mais a qualquer espirro dos usineiros paulistas.
a questao aqui é sobre essa peça rara de coletor que nosso amigo achou rsrsr
Embora o assunto seja coletor, e já que ninguém conseguiu nenhuma informação a respeito do coletor que o colega comprou, acho válido falar sobre gnv, afinal o próprio assunto do tópico puxou esse outro. Pelo menos o tópico não morre por falta de assunto :lol:

Abs
Luiz Carlos
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dutra s a
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Re: coletor de admissão monza gls 95 gasolina

Mensagem não lida por dutra s a »

o que nao vi ou nao vi sobre esse ultimo documentario sao uns detalhes , pode ate nao ter nada haver mas eu acho valido fazer uma observaçao ,

pra começar , nao trata o fator de quanto tempo deve usar o gnv , trocar o combustivel algumas vezes , pois vejo que o gnv nao é como alcool que chega mais liquido ate o cilindro e por questao de ser gasoso imagino que trabalhe seco no cilindro fazendo com que o motor tenha um aquecimento mais elevado que o alcool ou se permanece como ele e por essa razao se a vt e cts tem a mesma aplicaçao do que um apenas a alcool ,

tambem imagino que o gnv possa aquecer o motor mais rapido do que o combustivel liquido sendo alcool ou a gasolina na primeira partida do dia , pois nao é descriminado se os componentes como pistao, valvulas etc..... possuem um tipo de metal diferenciado deis da materia prima pra aceitar trabalhar com gnv , possa ser que sim ou que nao

tambem nao diz o comportamento ou alguma observaçao sobre o map , se por exemplo se gnv assim como os gases do combusivel + vapor de oleo flutuando no coletor podem prejudica-lo atingido ele pelo seu proprio tubo

no fim de tudo nao sei se é consideravel essa economia momentania quando se trata de fazer revisao no motor apos muito uso do gnv, pois nao vejo fabricas tirando os carros da linha de fabricaçao com gnv a pensar que venha valer apena nos dias de hoje

luiz , eu nao quiz matar o topico , apenas tive a intençao de nao polemizar mais a questao do gnv pois ja deu muito o que falar porque é muita relatividade em jogo , pois é questao tambem pessoal de quem aceita como boa opçao ou nao , questao de gosto , como por exemplo eu, prefiro trabalhar nos estados unidos cortando grama e lavando prato sabendo que , se precisar de hospital , policia etc.. eu vou ter um serviço com mais excelência e eficacia do que ter muita grana morando num lugar de corrupçao onde temos que pagar convenios pra se dar bem alem do que ja pagou de impostos a vida toda pra nada

asb estamos ai
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Marcel Murai
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Re: coletor de admissão monza gls 95 gasolina

Mensagem não lida por Marcel Murai »

Esse coletor ainda é um mistério. :smt017
2021-Monza GLS 94/95 2.0 efi Vermelho goya
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