Pessoal, na última sexta-feira, peguei o Monza na oficina. Então, sobre as considerações dos amigos Monzeiros, vamos lá:
Martins:
O tópico que você indicou é muito interessante. Será o meu próximo passo. Sobre a marcha lenta, após a regulagem do carburador, parece que ficou mais lisa e estabilizada. No conta-giros, porém, com o motor em temperatura normal, a marcação é de 1300 rpm. Em análise de ouvido, creio que o motor ainda está realmente acelerado e que ainda falta uma sintonia fina. Se ficar entre 1000/1100 rpm, tudo bem, até porque, descobrimos que a marcação está 100 rpm maior.
Déco:
Arrefecimento: mangueiras trocadas e sistema limpo e abastecido com água e aditivo. Realmente, tem aditivo que parece Tang de maracujá ou Ki-suco de morango rsrsrs...
Carburador: o carro está melhor na cidade, mais arisco. Na estrada, nem tanto. Acredito que, por ser um carro que andava só na cidade, ele precisa percorrer mais vezes a pista para recuperar o desempenho. Está muito amarrado.
Conta-giros: não vou mexer, mas constatamos que o conta-giros original do painel está com 100 rpm a mais.
Embreagem: vou comentar a seguir, mas posso te adiantar que você deve ter matado a charada.
Escapamento: você me fez lembrar de um abafador esportivo com duas bocas que usei num Monza 94. Tinha som de GSi. Realmente, uma tentação. Antes de trocar, devo curtir um ronco barulhento por alguns dias rsrs...
Marcador do combustível: além do ponteiro, alguns outros detalhes elétricos no carro ainda estão pendentes. Um pente fino na parte elétrica será meu próximo passo. Inclusive, terei que acabar trocando o motor do limpador do pára-brisa.
Sistema de ignição: também será passado por um pente fino na revisão da parte elétrica.
Vinícius (VRSilva): aprendi muitas coisas bacanas com os seus comentários técnicos, relacionados à parte elétrica, em outros tópicos. De fato, a checagem dos aterramentos deverá ser a mais rigorosa.
Alexandre (AVVSilva): foi aí mesmo na bobina que realizamos o teste com um conta-giros avulso, descobrindo que o conta-giros original do painel está marcando 100 rpm a mais do que a medição avulsa realizada. Quanto ao sistema de ignição, este também será conferido na revisão da parte elétrica.
Murillo: Eh Murillão, que bom que você está mais perto da gente agora. Vou realizar os procedimentos que você recomendou, antes de levar o carro na oficina. Havendo dúvida sobre o ponto de aterramento, volto a falar contigo.
Impressões pós-oficina:
Arrefecimento: Preciso andar mais com o carro para testar o nível d'água. Aquele tubo que fica na parte de trás do motor, citado pelo Alexandre (AVVSilva), parece ter sido trocado pelo ex-dono, pois está em perfeitas condições. No único teste que fiz, rodando cerca de 10 km na cidade e 30 km na estrada, parece que o motor está trabalhando mais fresco.
Rolamentos de cubo dianteiros: ambos foram substituídos e os ruídos foram completamente eliminados.
Carburador: deixou o carro mais arisco, principalmente na cidade, após a regulagem. Na estrada, o carro parece ser o mesmo, mas não passei dos 140km/h. O comportamento na rodovia foi bom, mas o carro ainda está amarrado. Ele avança aos poucos, tornando-se cada vez mais andador, por isso, creio que, com o uso, ele vá se soltando mais, até porque, trata-se de um carro que, pelo histórico, rodava muito na cidade e ficou muitos anos rodando menos de 500 km por ano.
Marcha lenta: creio que ainda necessite de uma sintonia fina, já que o motor, quando aquecido, continua um pouco acelerado em marcha lenta, conforme relatei acima.
Embreagem: Isso vem me chateando! Troquei platô, disco e rolamento naquela revisão mais incisiva e complexa que eu trouxe aqui para o forum. O disco de embreagem substituído parecia um disco de vinil, de tão riscado.
Depois da troca, com tudo novo, o conjunto começou a fazer um ruído/chiado estridente, semelhante ao funcionamento de um rolamento ruim e sem lubrificação. Se pisar 2 cm no pedal da embreagem ou se levantá-lo 2 cm, o ruído desaparecia totalmente. Tentei encurtar a embreagem, mas, mesmo assim, o ruído permanecia.
Na rodovia, rodando a 100/120 km/h, o barulho é semelhante ao de um rolamento de cubo que necessita troca. Na oficina, foi cogitada a possibilidade de o garfo da embreagem (aquele onde é preso o cabo) estar frouxo, necessitando troca, quando autorizei a desmontar toda a embreagem novamente, para ser checado o sintoma.
Quando fui buscar o carro, fui informado que o garfo da embreagem não apresentava problemas e que não foi necessária a remoção do conjunto para averiguações. Foi detectado que o problema é que o garfo da embreagem não estava voltando à posição inicial de seu curso, por isso, o sistema estava trabalhando muito justo.
Solução encontrada: foi instalada um mola que ajuda o garfo da embreagem a retornar à sua posição inicial de forma satisfatória, sendo presa uma extremidade no garfo da embreagem e outra em um canto do chassis/cofre.
Impressões ao dirigir: a embreagem ficou curta, mas o pedal da embreagem ficou alto. Então, enquanto não se pisa no pedal da embreagem, o ruído não aparece. Pisando no pedal de embreagem de 3 cm a 8 cm, o barulho volta. Depois destes 8 cm, mais ou menos, é que começa o acionamento, propriamente dito, da embreagem.
Avaliação pessoal: acredito que o problema não foi definitivamente resolvido. Ao meu ver, trata-se de uma solução artificial eventualmente não-confiável, pois, quando da troca do conjunto, a qualidade do garfo e demais componentes, deveria ter sido examinada antes da reinstalação. Creio que a solução ainda está na desmontagem do conjunto e reavaliação de todo o sistema. Pensei em avaliar o mecanismo do pedal de embreagem, mas, como este sintoma não existia com a embreagem velha, esta possibilidade, por ora, tornou-se descartada.
Comentem à vontade pessoal!
Mais uma vez, agradeço a atenção, o apoio e o empenho de todos!

:smt023
Abraço