2ª Manutenção do SL/E 87 - A Braba

Deixou seu Monza 0 km novamente ou trabalhando para isso? Esta é a seção!
S h E e Q u O
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Re: 2ª Manutenção do SL/E 87 - A Braba

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Déco, claro que você ajudou e muito rapaz!!! :D
Li com bastante calma todos os seus conselhos. Estou antenado!
Vou pegar o carro, testá-lo neste carnaval e ver o que ainda ficou para fazer.
Aí, voltarei a esta página super bacana que você, o Silva e o Martins montaram pra mim, para nova leitura e troca de figurinhas.
Obrigado pelo seu apoio!!
Abraço
vrsilva
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Re: 2ª Manutenção do SL/E 87 - A Braba

Mensagem não lida por vrsilva »

Problemas de leituras divergentes no painel de instrumentos acredito que a primeira coisa a ser revisada é o aterramento do próprio painel, fica atrás do mesmo preso nas ferragens do tabelier, muito simples de revisar, e realmente resolve.
Outro vilão para variações no painel de instrumentos é o conector dele mesmo, se não estiver bem limpo e principalmente bem encaixado, deixa agente maluco...

Depois de ter verificado isso, é MUITO aconselhável revisar os aterramentos do carro todo, um no alternador, outros no bloco, e o que vai acima do farol do lado do carona, o ideal é nem testar eles, pois eles podem ter sintomas diferentes dependendo da temperatura do cofre e umidade do ar, já parte logo trocando todos eles, por cabos de bitola igual OU uma medida maior para garantir, principalmente o que vai para o alternador.
Feito isso esquece o aterramento por um BOM e longo tempo.

No painel de instrumentos atrás dele só tem parafuso de fixação, nunca encontrei parafuso de regulagem e/ou calibração, só se for atrás do manômetro, mas eu nunca fucei nada alí...
O sinal de rotação salvo engano vem de um terminal da bobina impulsora que fica dentro do distribuidor, no EFI é desta maneira, no Carburado salvo engano tem a bobina também, não sei ao certo...
Se tiver com discrepância nas leituras ou é problema na bobina ou no cabeamento.

Com relação as mangueiras de refrigeração, troque TODAS elas, SEM EXCEÇÃO pois se não trocar, logo esta que ficou para trás irá dar problema, comigo foi assim...
O Tubo de distribuição dágua atrás do bloco é muito tranquilo de trocar... eu mesmo fiz...

O problema da bóia pode ser isso que o Déco disse, aterramento e/ou alimentação da mesma... desde que desmontei e remontei o interior do Bartok o meu ponteiro de combustível marca um valor mais baixo do que realmente tem no tanque, certamente está com alguma deficiência nesses pontos...
Vinícius Ribeiro - Mecatronico.
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avvsilva
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Re: 2ª Manutenção do SL/E 87 - A Braba

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vrsilva escreveu: O sinal de rotação salvo engano vem de um terminal da bobina impulsora que fica dentro do distribuidor, no EFI é desta maneira, no Carburado salvo engano tem a bobina também, não sei ao certo...
Nos carburados, tem a bobina impulsora também, mas o sinal de rotação para o conta-giros do painel vem do primário da bobina de ignição, é este fio verde mostrado abaixo:

Imagem
Monza SL/E 1989/1989 1.8 original à gasolina
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Imagem

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DÉCO
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Re: 2ª Manutenção do SL/E 87 - A Braba

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.
Entao Avvsilva este fio vem do modulo de igniçao e "passa" pela bobina para dar a "informaçao" para liberaçao da faisca, e tambem informa o conta-giros, ou seja acredito que vairaçao no conta giros pode ser Modulo de igniçao, bobina, aterramentos etc...
Inclusive, quem passa a informaçao para o modulo, é a bobina impulsora.
ACREDITO EU, que qq problema em qualquer componente da igniçao possa "impactar" no funcionamento do conta giros, pois esta tudo interligado, cada um com sua funçao.

abraço
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avvsilva
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Re: 2ª Manutenção do SL/E 87 - A Braba

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DÉCO escreveu:.
Entao Avvsilva este fio vem do modulo de igniçao e "passa" pela bobina para dar a "informaçao" para liberaçao da faisca, e tambem informa o conta-giros, ou seja acredito que vairaçao no conta giros pode ser Modulo de igniçao, bobina, aterramentos etc...
Inclusive, quem passa a informaçao para o modulo, é a bobina impulsora.
ACREDITO EU, que qq problema em qualquer componente da igniçao possa "impactar" no funcionamento do conta giros, pois esta tudo interligado, cada um com sua funçao.

abraço
Ah sim, é verdade, me expressei de forma incompleta. O sinal para o chaveamento do enrolamento primário da bobina de ignição vem do pino 4 do módulo e segue pelo fio verde mostrado na foto acima até o conta-giros. Se a onda fornecida pelo módulo de ignição estiver meio "torta" (coisa que só pode ser vista com osciloscópio), também acho que pode ter influência no conta-giros.
Monza SL/E 1989/1989 1.8 original à gasolina
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Murillo
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Re: 2ª Manutenção do SL/E 87 - A Braba

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S h E e Q u O escreveu:Martins, será que este sintoma poderia "iluminar" o eletricista?
Por falar nisso, tenho notado que quando rodo com o carro na pista, com os faróis acessos, o marcador de combustível não marca tanque cheio. O ponteiro fica entre cheio e 1/4 de tanque. Quando desligo os faróis, o ponteiro sobe e volta a marcar tanque cheio.
Mas, se estiver só marcando 100/200 rpm a mais, tudo bem, desde que a rotação esteja correta. Aí, vai muito do ouvido da gente, né rsrs....

Valeu pelo apoio! :smt023

Abraço!
Chico,

Eu resolvi este problema nas férias por conta quando decidi deixar o marcador de uma vez por todas sem oscilações, aquele medidor que você achou ficará de back up pois não foi preciso trocar conforme eu imaginava. Isso é problema de aterramento do painel, o meu acontecia o mesmo mas com menor intensidade. Depois que reforcei o aterramento e fiz outras coisas parou, posso dizer que tenho uma marcação precisa e livre de oscilações. Para deixar a marcação 100% eu troquei a boia por uma Siemens VDO com freio (a que estava nele também era Siemens VDO porém sem freio, era muito mole e ajudava na oscilação quando em movimento), lixei e limpei com WD o aterramento da boia que fica do lado direito do tanque próximo a caixa de ar e o conector do sinal que vai para o painel (fio azul), pois ambos estavam com muita sujeira e isso prejudicava no contato para o bom funcionamento. Apesar da boia nova e fazendo o teste por fora e acompanhando no painel, teve diferença na marcação. Na posição cheio não ia até o máximo, nas outras faixas saia um pouco fora também. A calibração eu fiz direto no ponteiro do painel, é um pouco chato de acertar pois sai da posição várias vezes quando você aperta o ponteiro, mas com calma fica certo. Testei várias vezes em todas as faixas cheio, meio tanque, 1/4 e vazio e bateu certinho. Feito todo este procedimento eu só levei o carro na oficina para descer o tanque e trocar a boia, depois disso acabou de uma vez por todas os meus problemas! Experimente fazer o mesmo, se tiver um pouco de malícia com isso você mesmo consegue fazer e evita gambiarra nesses auto elétricos. Caso queira fazer eu posso te explicar melhor, ou quem sabe agora mais perto te ajudar pessoalmente! :smt023


Abs
Monza S/R 1986 Vermelho Bonanza
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avvsilva
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Re: 2ª Manutenção do SL/E 87 - A Braba

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Murillo escreveu:(...)lixei e limpei com WD o aterramento da boia que fica do lado direito do tanque próximo a caixa de ar (...)
Murillo, pode precisar melhor, por favor, onde fica este ponto de aterramento? Embora eu não tenha problemas no marcador de combustível, nunca é demais saber. Obrigado.
Monza SL/E 1989/1989 1.8 original à gasolina
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Re: 2ª Manutenção do SL/E 87 - A Braba

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Pessoal, na última sexta-feira, peguei o Monza na oficina. Então, sobre as considerações dos amigos Monzeiros, vamos lá:

Martins:

O tópico que você indicou é muito interessante. Será o meu próximo passo. Sobre a marcha lenta, após a regulagem do carburador, parece que ficou mais lisa e estabilizada. No conta-giros, porém, com o motor em temperatura normal, a marcação é de 1300 rpm. Em análise de ouvido, creio que o motor ainda está realmente acelerado e que ainda falta uma sintonia fina. Se ficar entre 1000/1100 rpm, tudo bem, até porque, descobrimos que a marcação está 100 rpm maior.

Déco:

Arrefecimento: mangueiras trocadas e sistema limpo e abastecido com água e aditivo. Realmente, tem aditivo que parece Tang de maracujá ou Ki-suco de morango rsrsrs...

Carburador: o carro está melhor na cidade, mais arisco. Na estrada, nem tanto. Acredito que, por ser um carro que andava só na cidade, ele precisa percorrer mais vezes a pista para recuperar o desempenho. Está muito amarrado.

Conta-giros: não vou mexer, mas constatamos que o conta-giros original do painel está com 100 rpm a mais.

Embreagem: vou comentar a seguir, mas posso te adiantar que você deve ter matado a charada.

Escapamento: você me fez lembrar de um abafador esportivo com duas bocas que usei num Monza 94. Tinha som de GSi. Realmente, uma tentação. Antes de trocar, devo curtir um ronco barulhento por alguns dias rsrs...

Marcador do combustível: além do ponteiro, alguns outros detalhes elétricos no carro ainda estão pendentes. Um pente fino na parte elétrica será meu próximo passo. Inclusive, terei que acabar trocando o motor do limpador do pára-brisa.

Sistema de ignição: também será passado por um pente fino na revisão da parte elétrica.

Vinícius (VRSilva): aprendi muitas coisas bacanas com os seus comentários técnicos, relacionados à parte elétrica, em outros tópicos. De fato, a checagem dos aterramentos deverá ser a mais rigorosa.

Alexandre (AVVSilva): foi aí mesmo na bobina que realizamos o teste com um conta-giros avulso, descobrindo que o conta-giros original do painel está marcando 100 rpm a mais do que a medição avulsa realizada. Quanto ao sistema de ignição, este também será conferido na revisão da parte elétrica.

Murillo: Eh Murillão, que bom que você está mais perto da gente agora. Vou realizar os procedimentos que você recomendou, antes de levar o carro na oficina. Havendo dúvida sobre o ponto de aterramento, volto a falar contigo.

Impressões pós-oficina:

Arrefecimento: Preciso andar mais com o carro para testar o nível d'água. Aquele tubo que fica na parte de trás do motor, citado pelo Alexandre (AVVSilva), parece ter sido trocado pelo ex-dono, pois está em perfeitas condições. No único teste que fiz, rodando cerca de 10 km na cidade e 30 km na estrada, parece que o motor está trabalhando mais fresco.

Rolamentos de cubo dianteiros: ambos foram substituídos e os ruídos foram completamente eliminados.

Carburador: deixou o carro mais arisco, principalmente na cidade, após a regulagem. Na estrada, o carro parece ser o mesmo, mas não passei dos 140km/h. O comportamento na rodovia foi bom, mas o carro ainda está amarrado. Ele avança aos poucos, tornando-se cada vez mais andador, por isso, creio que, com o uso, ele vá se soltando mais, até porque, trata-se de um carro que, pelo histórico, rodava muito na cidade e ficou muitos anos rodando menos de 500 km por ano.

Marcha lenta: creio que ainda necessite de uma sintonia fina, já que o motor, quando aquecido, continua um pouco acelerado em marcha lenta, conforme relatei acima.

Embreagem: Isso vem me chateando! Troquei platô, disco e rolamento naquela revisão mais incisiva e complexa que eu trouxe aqui para o forum. O disco de embreagem substituído parecia um disco de vinil, de tão riscado.

Depois da troca, com tudo novo, o conjunto começou a fazer um ruído/chiado estridente, semelhante ao funcionamento de um rolamento ruim e sem lubrificação. Se pisar 2 cm no pedal da embreagem ou se levantá-lo 2 cm, o ruído desaparecia totalmente. Tentei encurtar a embreagem, mas, mesmo assim, o ruído permanecia.

Na rodovia, rodando a 100/120 km/h, o barulho é semelhante ao de um rolamento de cubo que necessita troca. Na oficina, foi cogitada a possibilidade de o garfo da embreagem (aquele onde é preso o cabo) estar frouxo, necessitando troca, quando autorizei a desmontar toda a embreagem novamente, para ser checado o sintoma.

Quando fui buscar o carro, fui informado que o garfo da embreagem não apresentava problemas e que não foi necessária a remoção do conjunto para averiguações. Foi detectado que o problema é que o garfo da embreagem não estava voltando à posição inicial de seu curso, por isso, o sistema estava trabalhando muito justo.

Solução encontrada: foi instalada um mola que ajuda o garfo da embreagem a retornar à sua posição inicial de forma satisfatória, sendo presa uma extremidade no garfo da embreagem e outra em um canto do chassis/cofre.

Impressões ao dirigir: a embreagem ficou curta, mas o pedal da embreagem ficou alto. Então, enquanto não se pisa no pedal da embreagem, o ruído não aparece. Pisando no pedal de embreagem de 3 cm a 8 cm, o barulho volta. Depois destes 8 cm, mais ou menos, é que começa o acionamento, propriamente dito, da embreagem.

Avaliação pessoal: acredito que o problema não foi definitivamente resolvido. Ao meu ver, trata-se de uma solução artificial eventualmente não-confiável, pois, quando da troca do conjunto, a qualidade do garfo e demais componentes, deveria ter sido examinada antes da reinstalação. Creio que a solução ainda está na desmontagem do conjunto e reavaliação de todo o sistema. Pensei em avaliar o mecanismo do pedal de embreagem, mas, como este sintoma não existia com a embreagem velha, esta possibilidade, por ora, tornou-se descartada.

Comentem à vontade pessoal!

Mais uma vez, agradeço a atenção, o apoio e o empenho de todos! :D :smt023

Abraço
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