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Re: INJEÇÃO ELETRÔNICA MPFI

Enviado: 27 Out 2008, 11:28
por Luiz Carlos (Rio)
Todo Monza MPFI com painel original e luz de anomalia (tem o mesmo símbolo da luz de anomalia do EFI)tem o módulo EZK.
Essa luz, qdo há problemas no sistema de ignição, pisca em código, para indicar qual é a pane. Ela indica 3 tipos de pane, se não me engano.
A do EFI só acende fixa, não indica qual é a pane. Para essa piscar é necessário ligar os pinos A e B da tomada de diagnósticos,

Abraços

Re: INJEÇÃO ELETRÔNICA MPFI

Enviado: 27 Out 2008, 13:58
por José Leal
Surfin escreveu:Gostei da idéia!
Se for possível montar um tutorial quando fizer no seu... :smt023
Atravessando a resposta, dê uma olhada aqui:
http://www.monzeiros.com/forum/viewtopi ... =14&t=5415

Bom divertimento!

Re: INJEÇÃO ELETRÔNICA MPFI

Enviado: 27 Out 2008, 20:24
por andre.nizer
Luiz Carlos (Rio) escreveu:Todo Monza MPFI com painel original e luz de anomalia (tem o mesmo símbolo da luz de anomalia do EFI)tem o módulo EZK.
Essa luz, qdo há problemas no sistema de ignição, pisca em código, para indicar qual é a pane. Ela indica 3 tipos de pane, se não me engano.
A do EFI só acende fixa, não indica qual é a pane. Para essa piscar é necessário ligar os pinos A e B da tomada de diagnósticos,

Abraços
então o meu que é EFI não tem sensor de detonação ?

Re: INJEÇÃO ELETRÔNICA MPFI

Enviado: 27 Out 2008, 21:31
por RicardoDS
andre.nizer escreveu:então o meu que é EFI não tem sensor de detonação ?
:smt018 Pense num treco com tecnologia da década de 70, pensou? pois bem, é a Multec 700...

Re: INJEÇÃO ELETRÔNICA MPFI

Enviado: 27 Out 2008, 23:28
por Luiz Carlos (Rio)
O Sistema de Injeção do EFI é superior ao MPFI dos Monzas que o precederam.
Apesar de ter 4 bicos, o sistema dos MPFI, mesmo o do Classic 93, o mais avançado, já que incorpora um módulo de controle da injeção, é de concepção anterior ao Rochester Multec 700. O fato de ser monoponto deve-se à preferência por esse sistema por parte dos americanos.
O EFI é digital, possui luz de anomalia, permite uso de escaner, tem recursos de adaptação e de 'recovery'.
O primeiro recurso permite que o sistema se adapte ao motor, à medida em que o mesmo envelhece ou apresente pequenos problemas, como entradas falsas de ar.
O segundo recurso permite que, em caso de pane dos sensores mais importantes, o sistema adote providências de modo ao motor continuar funcionando razoavelmente.
Uma pane no sensor de temperatura, por exemplo, e o eletroventilador do motor passa a funcionar durante todo o tempo.
No caso do MPFI, se o sensor de temperatura do motor falhar, o motor começa a ratear no mesmo momento.
Se o 'cebolão' falhar, o motor poderá superaquecer. No EFI não acontece isso.
Além disso, usa um componente caro e menos confiável para medir o fluxo de ar, coisa que no EFI é feito pelo sensor MAP, muito mais simples, barato e confiável.
Os sistemas modernos não têm muita coisa a mais que o Multec, a não ser sonda lambda, que na verdade só foi incorporada por razões de legislação ambiental.
Outro avanço, este sim na minha opinião, importante, que o EFI não tem (nem o MPFI)é o sistema de ignição estática, que elimina distribuidor, rotor, etc, componentes muito sujeitos a panes.
Se tivesse isso, aí sim seria perfeito :D
O primeiro carro com motor a injeção apareceu nos anos 80, no exterior, e acho que era um Cadilac.
Portanto o Multec não poderia ser um sistema da década de 70 :smt018

Abraços

Re: INJEÇÃO ELETRÔNICA MPFI

Enviado: 10 Jan 2012, 07:45
por Leocastro
Atchiiim, desenterrando este tópico aqui.
Como agora sou "MPFI" e, este meu não tem o módulo EZK, os mais experientes ai, saberiam me dizer, quantos cv a mais tem devido esse ezk e, se é possível instalar ele neste meu Monza, e, se vale a pena.
Obrigado!

Re: INJEÇÃO ELETRÔNICA MPFI

Enviado: 10 Jan 2012, 08:12
por Carlos A. Freire
Monza MPFI, 2.0l gasolina:

Le-Jetronic =116CV
Le-Jetronic-EZK =121CV

Abs,

Carlos Freire

Re: INJEÇÃO ELETRÔNICA MPFI

Enviado: 12 Jan 2012, 02:30
por Last_Warrior
A injeção eletrônica é coisa mais antiga que muitos pensam.. Foi o AMC Rebel Electrojector, em 1957. Era um sistema basicamente de válvulas mecânicas, porém com sensores e atuadores elétricos. No mesmo ano, a Chrysler e a De Soto ofereceram alguns modelos com o mesmo sistema, desenvolvido pela Bendix. Porém era um sistema de manutenção muito cara e ainda pouco confiável, sujeito a muitas falhas, o que fez com que os bons e velhos carburadores tivessem ainda a preferência por serem mais confiáveis que o rústico sistema de injeção eletrônica.

Porém, a história muda em 1972 com o sistema que a Bosch desenvolveu, e foi primeiro utilizado no Volvo 164, que era a D-Jetronic. Era um sistema bem mais confiável que esse da Bendix da década de 60.Talvez o D-Jetronic da Bosch foi até usado em outros modelos, mas aí tem que pesquisar material em inglês ou alemão pra descobrir. Outro carro fantástico que usou o D-jetronic foi o SEL 6.3. Vale a pena ler essa página, e um aviso... CUIDADO COM OS VELHINHOS!!
http://bestcars.uol.com.br/ph/123a.htm

Também na década de 70, veio o L-Jetronic que não era da Bosch, mas de outras empresas com Lucas, Hitachi Automotive, e NippoDenso. Também nessa décad surgiu o LE-jetronic da Bosch, no caso o L ou LE significava uma palavra em francês que queria dizer "ar", que eram as injeções que já utilizavam o fluxo de ar para aprimorar o funcionamento.

Na década de 80, já surgiu a injeção eletrônica que pode se chamar de computadorizada, ou seja, uma injeção digital, auto-adaptável, com memória e tal, cito como principal exemplo a Bosch Motronic, mas devem ter de outros fabricantes também. Mas a Bosch era a mais moderna. Para se terem uma idéia, a Motronic usada nos Omega 2.0 e 3.0, Vectra B mais novos, Kadett 97 e 98, é tecnologia da década de 80! E as injeções atuais, são tecnologia do final da década de 80! Claro que com memórias maiores, e um processador vira e mexe mais potente, mas é basicamente isso!

Depois faço um post tentando reunir e explicar os sistemas em ordem cronológica e explicar o funcionamento de cada um.

Mas sério, leiam sobre o 300 SEL 6.3 e reflitam... Reflitam nas PORCARIAS que engolimos hoje. Um carro que naquela época andava a mais de 200 km/h com completa maestria.