O Sistema de Injeção do EFI é superior ao MPFI dos Monzas que o precederam.
Apesar de ter 4 bicos, o sistema dos MPFI, mesmo o do Classic 93, o mais avançado, já que incorpora um módulo de controle da injeção, é de concepção anterior ao Rochester Multec 700. O fato de ser monoponto deve-se à preferência por esse sistema por parte dos americanos.
O EFI é digital, possui luz de anomalia, permite uso de escaner, tem recursos de adaptação e de 'recovery'.
O primeiro recurso permite que o sistema se adapte ao motor, à medida em que o mesmo envelhece ou apresente pequenos problemas, como entradas falsas de ar.
O segundo recurso permite que, em caso de pane dos sensores mais importantes, o sistema adote providências de modo ao motor continuar funcionando razoavelmente.
Uma pane no sensor de temperatura, por exemplo, e o eletroventilador do motor passa a funcionar durante todo o tempo.
No caso do MPFI, se o sensor de temperatura do motor falhar, o motor começa a ratear no mesmo momento.
Se o 'cebolão' falhar, o motor poderá superaquecer. No EFI não acontece isso.
Além disso, usa um componente caro e menos confiável para medir o fluxo de ar, coisa que no EFI é feito pelo sensor MAP, muito mais simples, barato e confiável.
Os sistemas modernos não têm muita coisa a mais que o Multec, a não ser sonda lambda, que na verdade só foi incorporada por razões de legislação ambiental.
Outro avanço, este sim na minha opinião, importante, que o EFI não tem (nem o MPFI)é o sistema de ignição estática, que elimina distribuidor, rotor, etc, componentes muito sujeitos a panes.
Se tivesse isso, aí sim seria perfeito
O primeiro carro com motor a injeção apareceu nos anos 80, no exterior, e acho que era um Cadilac.
Portanto o Multec não poderia ser um sistema da década de 70 :smt018
Abraços