Pessoal, obrigado pelas mensagens!
Tô demorando pra responder por conta dos póbrema aqui con la nueva tierra.
Essa fotos foram batidas ao modo mais doméstico possível. Uma pena que não deu pra parar, regular a câmera (ou comprar uma melhor) para retratar as paisagens, que realmente é o segundo ponto-forte da viagem (o primeiro> dirigir, lógico! :smt005 )
Sobre a gasolina, Leal, realmente é diferente... Só que tem menos octanas, o que faz com que eu tenha que trocar o famoso pino de octanagem de 95 pra 91 no motor. Daí não sei se somou com o fato do carro ter sido "esticado" nessa viagem, mas quando se está ao nível do mar (como passando em Lima) e se pisa em uma arrancada, é brutal! :smt030 A força é completamente diferente! Fora que é purinha, sem chumbo...
O mais estranho aqui em Cuenca, a 2.500 m de altitude é que ele fica mais lento pra arrancar. Parece que tá pesado! Tudo bem que não se usa A/C, mas tudo é favorável pra consumir mais:
- Aqui é mais frio -- demora mais em modo de aquecimento - mais gasolina;
- Distância pequena -- mesmo com a válvula termostática fechada, creio que não dá tempo pra chegar na temperatura ideal;
- Um pedaço de uma avenida com subida, "forçando";
- Menos ar, mais fraco, mais peso na botina;
Agora, o consumo... 10km/L!! Nunca fez isso em Belo Horizonte!!!
O que eu acho que possa ta sendo favorável para esse número é a ECU "ler" através da MAF que a massa de ar é bem menor, e com isso, se injeta menos gasolina para adequar a proporção da mistura.... e com isso, mais lento o carro fica, contudo, menos gasolina é consumida....
sei lá... :smt017
Ultima fase!
Na fria cidade de Puquio, onde dormimos mega empacotados, sacamos mais soles para morrer com os milhares de Peajes (pedágios) e continuamos no altiplano nos deparando com um grupo de Llamas lindas! Dá vontade de aperta-las como a Felícia faz com os bichos do Looney Tunes! :smt030 As llamas estavam ariscas, saíram na nossa frente e correram sem q pudéssemos nos abraçar pra uma foto! kkkkk!!
Seguimos descendo os Andes até passar em Nazca, onde creio que passei por uma pedra na rodovia que tirou o alinhamento do velho Vectra... Fiquei ao modo carioca BOLADO de sentir :smt005 , mas seguimos a viagem tentando esquecer do detalhe. Apenas o volante q ficou minimamente puxando pro lado, mas nada de problemas sério com amortecedor, buchas, pivôs, pneus e/ou rodas... Deu pra desfrutar bem das retas na costa do pacífico! E fazer jus aos caros peajes. :smt020 Enquanto estávamos no nível do mar, o velho Vectra voltou a respirar o bom oxigênio dando retomadas excepcionais, mas também com um consumo maior, não entendi porque... :smt021
Assim seguimos passando por dunas, subidas fortes e longas em até uns 200m de altitude, descidas para o nível do mar, baixo movimento de tráfego permitindo um momento tranquilo com as paisagens quase desertas. Fomos assim até chegar a cidade de Chimbote onde tomamos um café q eles tem costume de encher uma caneca de água quente e te dar um concentrado frio e velho pra que misture... saudade do café brasileiro!

Comemos um pacotinho de Chips Ahoy mmmuuuuuuuito bom:
E tomamos rumo a Trujillo para nossa possível última noite no território peruano. Chegamos tarde, só tinha Hostals que estavam beeeeeem parecidos com motéis no Brasil e assim depois de 1h conseguimos achar o decente Hotel Pulmann por assombrosos S/. 170.00 Menos mal, pelo menos dormimos como bebês em um quarto gigante, tomamos um café "riquísimo".
Em briga com motoqueiros sem capacetes a 40km/h e toritos ziguezagueando a estrada, passamos pelos milhares de pegágios até chegando a alfândega com um frio na barriga no fim de tarde peruano. Assim, 30km antes da alfândega fomos parados por la Policia Nacional para uma verificação em nossa bagagem. A única, chata e demorada verificação, onde perguntaram se estávamos carregando Picanha e Tangerina!! han? Ficaram mexendo em nossas malas como se ela fizessem sons preocupantes... Dava vontade de falar em um bom e alto sutil e irnônico português com meu pai: "Que P*** é essa q esses filhos ***** não param de mexer nas nossas malas!!!" Mas me contive e fiquei só observando eles enontrarem "algo"!
Por fim, rodamos os 30 km, chegamos a um posto da SUNAT (polícia nacional de controle de aduana peruano) e nosso "check out" peruano foi feito rápido e tranquilo. Em seguida atravessamos a ponte, paramos no posto de controle equatoriano com "las mariposas en nuestro estómago" e apenas por falta de um xerox do CRLV tivemos que entrar na cidade pra essa pendência, voltar ao posto e dar continuidade ao "check-in" equatoriano. Subimos os Andes deeeeeeeeeenovo até a cidade de Loja, onde rodamos e encontramos um (maldito, porém limpo) hostal onde dormimos por USD 24.00 , tomamos um banho, desayunamos y seguimos para Cuenca, debaixo dos tradicionais chuviscos andino-equatorianos. A terra é beje, a vegetação é composta de pinheiros e grama veeeeerde, há gado holandês, caminhonetes Chevrolet Luv D-Max rasgando o asfalto e placas frequentes informando que nossos ultimos 7.300 km estavam no alcançe. O velho vectra se comportava tranquilamente subindo os Andes vagarosamente e assim que chegávamos, mais tranquilos ficávamos, eu e o velho pai. Olhei pro GPS, sem o mapa do Ecuador, mas a orientação pra casa dos nossos amigos estava na cabeça. Como nós mineiros dissemos, em um tiquin de ruas já chegamo! Como se estivéssemos indo à um sítio em um fim de semana e com o corpo e espírito renovados!
Hoje, o que mais dá o frio na barriga é ver essas fotos 1 semana depois, e pensar... caráliu! Passei por uma porraaaaada de KMs dentro do Brasil e percorri do centro ao norte de um OUTRO país e entramos ao sul de MAIS UM PAÍS de carro! Sem nenhum problema! O velho Vectra nos levou pra 7.300km de distância da antiga terrinha e fizemos essa ´"odisséia" num piscar de olhos!
Sem chorumelas, últimas fotos!
2 Fotos de Puquio da janela do nosso frio hotel


llamas na nossa frente! Pertinho!



Carretera en los Andes

Vilarejo no Peru

Descendo os Andes com vistas muito interessantes





Chegando a Nasca

Caminhão brasileiro com direito a buzinaço!...

Linhas de Nazca (afinal, é Nasca ou Nazca???) porém só no plano, sem direito a ver-las de cima. E infinitas retas peruanas.





Cambio de aceite! Primeiros 5.000 rodados!

Playas peruanas



Chegando em lima com direito a RDS de uma rádio brega de lá! heheheheh!!!


Caminhões lotaaaaados bem comum por lá...

Agora no Equador! Carreteras ecuatorianas, subindo os Andes até parar em uma tienda pro meu pai tomar a primeira Club ecuatoriana, Vectra velho em seus últimos kilômetros dessa jornada, e finalmente chegando em Cuenca!






Então chegamos! E aqui estamos há quase 2 semanas com saudades da viagem!
Abraços!
Robson Lott