vrsilva escreveu:O que eu pude entender das Sondas do tipo Narrow e Wide é bem como os próprios nome dizem, Narrow significa estreito, ou seja, a leitura dela varia de 14 à 15 AFR somente, já na Wide é linear em todo o range de AFR... Realmente MUITO melhor...
É exatamente isso Vinicius, entendeu bem como funciona, o range é gigante da Wide, pode ir até 255 combinações de mistura, ou seja, ela separa em até 255 combinações, já na Narrow só sabe informar se está rica ou está pobre, se está na área estequiométrica, mas não sabe dizer qual... é muito simplificada.
Obs: O termo AFR é só no nivel Wideband -
A = air,
F = fuel,
R = rate, ou seja
fracionamento da massa da queima
Querem um exemplo prático e realístico? Se o operador do analisador de gases me pedir assim: Hei, me coloca AFR 14.4 a 2500 rpm favor! Como tu faria isso na Narrow se ela oscila nesse ponto? Hehehehe! É impossível, somente com a Wideband ou ainda, colocar a estequiometria de 14.7 AFR, a "queima perfeita" do combustível. Os motores de alta eficiência só operam com Wideband, onde se deixa o menor uso de combustível possível e maior rendimento.
Com um equipamento desse no carro, não precisa ir em oficina que tenha analisador de gases é só olhar o multímetro e deixar em 2.7v, que vai estar estequiométrico. Com a sonda Narrow é aproximado devido as oscilações que ocorrem nessa área, já é mais um chute do que precisão.
Sim, no caso da Narrow existe uma oscilação enorme nessa área de estequiometria, o cara só sabe que está na estequiometria pq está oscilando a tensão entre rico e pobre. Se "fixar" em pobre é pq está pobre... mais tb não sabe dizer QUANTO está pobre. Se fixar no valor rico é a mesma coisa. Por isso que ela só tem 3 combinações possível, é como uma gangorra literalmente como mostra o gráfico. De 2 pessoas mesmo peso equilibrar no meio é a "estequiometria".
Outra coisa muito interessante na Wide.
A Wide é calibrada por uma célula que fica no plug da sonda(repare na imagem a baixo é aquele chip), não perde a referência. Outra coisa, ela tem auto aquecimento inteligente (por exemplo: se o escape estiver frio demora +- 35seg para ela aquecer e começar a mandar o sinal de leitura sem erros). Se o escape estiver aquecido esse tempo é encurtado no aquecimento, para não gastar energia atoa ou tirar a vida útil dela. Isso é excelente - já na Narrow fica com o aquecedor tempo todo ligado até desligar o carro

Wideband duram muito mais que Narrow.
Wideband Bosch - essa é do Monza ligada a MS2 está em malha fechada em Wideband - eficiência total na queima em qualquer regime - o meu motor queima 0.98 lambda na lenta com ele a 99°C ou seja 14.4 AFR quase estequiométrico - nível de poluição baixíssimos HC <80, CO 0,2% nessa faixa. quero baixar mais esses niveis e deixar lenta a 14.7
vrsilva escreveu:Posso concluir que, andando de boa com uma lambda Narrow ela deveria ter uma saída de mais ou menos 0.5v de acordo com esse gráfico, já na Wide algo em torno de 2 a 2,5v de acordo com o gráfico...
Interessante...
Correto, porém, estequiometria na Wide é cravado em 2.7 V e não fica variando (a não ser que o motor varie a queima), diferente da Narrow que oscila nesse ponto.
Repara o que seria 2v Wide ali na tabela de comparação. Só lembrando! O "andando de boa" seria a área estequiométrica 14.7 do mapa de mistura. Por isso que falei que Multec do Monza não deve ter malha fechada. Teria que ter um mapa lambda lá dentro da memória, e ainda programada para tal motor, "andando de boa" seria área de cruzeiro correto? Verdade, geralmente é lambda 1 ou pouco pobre 1.02 olhando na tabela lambda da Megasquirt que postei acima do exemplo.
A tabela Wideband tensão de saída X lambda
Olha que daria 2v 0.90 fator lambda mistura bem rica... longe da estequiometria...
converter lambda em AFR é fácil: 0,900 X 14.7 = 13,23 AFR

PROecu - Injeções eletronica para monzas.