SAE 15 W 50 - 20 W 50 VISCOSIDADE

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waldir
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SAE 15 W 50 - 20 W 50 VISCOSIDADE

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SAE 15 W 50 - 20 W 50 VISCOSIDADE

Atualização e complemento do tópico
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Especificação de viscosidade
Regulada pela SAE - Society of Automotive Engineers, em português algo como “Sociedade de Engenheiros Automotivos”, consiste num código para facilitar a identificação da viscosidade dos óleos de motor

Viscosidade é uma medida que indica a resistência de um determinado líquido ao escoamento (é só pensarmos no mel e na água. Quem é mais viscoso? O mel, que “se move” mais lentamente).
Nessa classificação, há basicamente dois grupos:
Os monoviscosos : “30” ou “30w” e

Os multiviscosos: “10w30”.

Os monoviscosos são pouco utilizados em carros hoje em dia, devido à maior capacidade dos multiviscosos de apresentarem menor variação da viscosidade quando se varia a temperatura.
Nesses foram introduzidos “aditivos” poliméricos que alteram as propriedades de viscosidade dependendo da temperatura que o óleo está.

Imagem

O primeiro número dos multiviscosos indica a viscosidade na partida com o motor frio (temperatura ambiente).

Quanto mais baixo esse número, menor será o esforço do motor na hora de acioná-lo pela primeira vez no dia. Isso é particularmente importante em países onde a temperatura do ambiente fica abaixo de zero com frequência.
O óleo deve ser capaz de se manter fluido em baixas temperaturas (e principalmente não se solidificar), para garantir que o motor consiga girar corretamente na hora da partida.

Na medida em que o motor vai aquecendo, passará a valer a viscosidade indicada pelo segundo número. Esse, por sua vez, indica a viscosidade à temperatura operacional de 100ºC. Quanto maior esse número, maior é a viscosidade quando o óleo está em altas temperaturas.

Assim um óleo 20 W 40, que se comporta como um 20 na partida a frio e como um 40 no funcionamento a quente.

Uma outra forma de entender os óleos multiviscosos é pensar em 20W40 como se fosse um óleo monoviscoso 20 (na partida) que não se afinará mais do que um 40 quando aquecido pelo trabalho do motor.

Aumentar a diferença entre os parâmetros significa mais flexibilidade, o que faz de um óleo 15 W 50 mais adequado em uso em condições extremas de temperatura de uso, que um 20 W 40.

Base do óleo – O terceiro grupo é a base do óleo, que pode ser mineral, sintética ou semissintética.

Óleo Mineral
O óleo mineral é refinado do petróleo bruto, têm sido utilizados como lubrificante desde o desenvolvimento dos primeiros veículos automotores (~1910). Depois que o óleo é obtido, é realizado várias etapas de purificação no refino para melhorar sua qualidade de lubrificação. Normalmente apresenta muito mais elementos contaminantes que os outros 2 tipos.

Óleos Semissintéticos
Há alguns lubrificantes disponíveis no mercado que são tão puros e refinados que poderiam ser classificados como sintéticos. Entretanto eles não são óleos sintéticos verdadeiros, eles têm um pouco de óleo de base mineral, (bem pouco, impossibilitando a classificação deles como “óleo mineral”). Esses são os chamados no Brasil de óleos semissintéticos! Além de terem pouquíssimos contaminantes presentes, estes óleos apresentam características de desempenho elevado.

Óleos sintéticos
Lubrificantes sintéticos têm muito pouco em comum com o seu “primo” derivado do petróleo, ainda que usados para um propósito semelhante.
Mas, enquanto um é projetado especificamente para a finalidade de lubrificação, o outro foi simplesmente transformado em algo que irá fazer o trabalho adequadamente.

Na fabricação de óleos de base sintética, o primeiro passo é o mais importante. Decide-se primeiro qual substância lubrificante vai ser utilizada. Uma vez decidido, uma pesquisa é feita para determinar as características que o lubrificante deve ter para essa aplicação em particular. Só após de uma série de parâmetros terem sido estabelecidos é que a fabricação começa.

A fabricação de óleos de base sintética é muito mais simples do que o refino de petróleo. No caso de materiais sintéticos, hidrocarbonetos de baixo peso molecular são quimicamente reagidos em laboratório para produzir materiais de maior peso molecular, com propriedades de lubrificação muito específicas (determinadas nas pesquisas anteriores).

Não há necessidade de separar a base mineral em frações de diferentes pesos moleculares, porque o praticamente somente peso molecular de interesse é formado na reação. Não há necessidade de extrair contaminantes ou transformá-los em algo útil, pois não há contaminantes nesse tipo de óleo.

Óleos base sintéticos fabricados desta forma terão os todos os benefícios básicos dos óleos minerais – com ótimo desempenho em alta ou baixa temperatura, melhor estabilidade oxidativa e térmica e maior características de diminuição de atrito e maior vida útil.

Mas, como se pode supor, o preço deles estão lá nas alturas. Por regra, são sempre empregados em motores de veículos de alta performance (Ferrari, Porche, …) pois esses sempre estão trabalhando em Temperaturas e RPM muito elevadas. Mas, você pode utilizá-lo em seu carro também, principalmente se o motor for novo.

ATENÇÃO
Para automóveis mais antigos (10 anos ou mais) o sintético não é a melhor relação custo/benefício, já que são motores projetados para trabalhar com lubrificantes de desempenho bem inferior aos vendidos hoje. Logo, o óleo mineral resolve seu caso. Se quiser garantir uma proteção extra, um SJ ou um SL já está de bom tamanho. Além disto, outra restrição deve ser feita em relação aos motores mais rodados, uma vez que normalmente eles têm maiores folgas entre as partes móveis, como anéis de pistão, por exemplo, provocando maior “vazamento” de óleo para câmara de combustão e conseqüente fumaceira.

Na troca regular obedeça as informações do Manual do Proprietário para condições de transito severas ou em condições leves em 6 meses ou entre 4 e 5.000 Km e troque o filtro todas as vezes devido a ação dos novos APIs e para não contaminar o óleo novo.

Curiosidades: o óleo congela à -34,4°C e entra em ebulição à 360°C (isso quando não pega fogo antes, quando atingido aproximadamente 135°C)!

Fonte: http://oleoparacarros.com.br/2011/03/qu ... z2SnSv9Aai

waldir
11.05.13
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tyo
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Re: SAE 15 W 50 - 20 W 50 VISCOSIDADE

Mensagem não lida por tyo »

waldir no caso do monza é melhor multiviscoso ou monoviscoso?
monza classic se 1989 a/c, direção hidráulica, vidros,travas,espelhos elétricos,computador de bordo e uma beleza Incomparável.
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luiz sle
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Re: SAE 15 W 50 - 20 W 50 VISCOSIDADE

Mensagem não lida por luiz sle »

tyo escreveu:waldir no caso do monza é melhor multiviscoso ou monoviscoso?
O que o manual recomenda. rs Multiviscoso
Monza, a relação do homem e a máquina.

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waldir
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Re: SAE 15 W 50 - 20 W 50 VISCOSIDADE

Mensagem não lida por waldir »

Luiz,

a recomendação é multiviscoso que já está identificado pelos dois indices 15 e 50 ou 20 e 50

Os monoviscosos só tem a indicação 10, 20, 30, 40, 50... isto é tem um comportamento padrão afinando um percentual à 100 graus

A viscosidade mede a dificuldade com que o óleo escorre (escoa); quanto mais viscoso for um lubrificante (mais grosso), mais difícil de escorrer, portanto será maior a sua capacidade de manter-se entre duas peças móveis fazendo a lubrificação das mesmas.

A viscosidade dos lubrificantes não é constante, ela varia com a temperatura. Quando esta aumenta a viscosidade diminui e o óleo escoa com mais facilidade. O Índice de Viscosidade (IV) mede a variação da viscosidade com a temperatura. Quanto maior o IV, menor será a variação de viscosidade do óleo lubrificante, quando submetido a diferentes valores de temperatura.

O monoviscoso à 15ºC é mais viscoso que o multiviscoso

O monoviscoso à 100ºC é equivalente a viscosidade ao multiviscoso (no mesmo índice 40 com 40 e 50 com 50 por exemplo)

O monoviscoso à 150ºC é menos viscoso que o multiviscoso (que leva melhor performance aos motores pós 1980)
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Rafaelo
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Re: SAE 15 W 50 - 20 W 50 VISCOSIDADE

Mensagem não lida por Rafaelo »

o meu motor diferente do de voces exige 100% de sua vida util, oleo bem fino. ele pede 5W30 sintetico ou mineral para o N20XF, porem pode se usado mais fino ainda como o 0W 30 devido o sistema roletado ser super sensivel a oleo muito viscoso.

e eu onde moro no frio é muito bom. alem da partida ser super suave, a lubrificaçao é muito mais rapida com um oleo fino desses, carrega mais rapido todo o cabeçote.

oleo é muito importante,muita gente coloca oque acha mais bunito. e isso ta super errado... lembro quando o 1.6 batia alto na partidas frias acho que tava com 25W40, eu resolvi limpando todo o sistema e colocando um óleo ideal pra quilometragem da época 105k usei 15W40 nunca mais bateu. ate o dia que aposentei esse motor.

ah sintetico qualquer motor pode usar, nao tem essa ae se o manual pede ou deixa de pedir(o manual pede oque tem disponivel pra epoca apenas isso). é so respeitar a viscosidade a base pouco importa. desde que nao misture obvio.

minha maquina de assoprar da Hurqvarna tem 28cc 2HP motor 2T e o manual é claro! se tiver oleo 2T sintético seria o ideal 1:50(mistura) senão tiver sintético pode ser mineral 1:35(mistura)
é notorio a diferença de performance e fumaça que a maquina fica no sintético. vale apena comprar sintético. pouco mais caro porem o meio ambiente e a maquina agradecem
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luiz sle
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Re: SAE 15 W 50 - 20 W 50 VISCOSIDADE

Mensagem não lida por luiz sle »

Um dia, Rafa... Um dia colocarei sintético, mas, só depois de abrir e ver o seu estado interno. rs

Abraço.
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Re: SAE 15 W 50 - 20 W 50 VISCOSIDADE

Mensagem não lida por Rafaelo »

o meu como é um motor novo, vai criar limalha, alias ja esta criando limalha na pre-lubrificaçao que fiz nele e nos movimentos dele tb, é jogar no ralo oleo sintetico agora, entao vai ser mineral 5W30 ate ele parar de limar. sintetico so se o motor estive em dia e amaciado, senao é uma grana desperdiçada.

faça isso Luiz, se estiver tudo ok manda um sintético nele que é outro negocio.
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